Edith Ranzini

Por Ana Beatriz

Edith Behring é uma engenheira brasileira formada em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo (USP) em 1969. Tornou-se professora doutora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professora sênior da Escola Politécnica da USP. Sua atuação acadêmica e profissional se concentra nas áreas de inteligência artificial, engenharia de computação, redes neurais e sistemas gráficos.

Trajetória acadêmica

Logo após sua graduação, ingressou no Laboratório de Sistemas Digitais (LSD) da USP — atual Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais — onde fez seu mestrado em Engenharia de Sistemas em 1970, concluído em 1975. Nesse período, participou de dois projetos fundamentais para a história da computação no Brasil: o Patinho Feio (1971–1972), o primeiro computador brasileiro, e o G10 (1973–1975), o primeiro computador de médio porte, desenvolvido para o Grupo de Trabalho Especial (GTE), depois transformado na empresa Digibras.

Em 1971, Edith iniciou sua carreira docente como professora voluntária e permanece lecionando até hoje. no ano de 1972, ajudou a fundar a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), onde ocupou diversos cargos, incluindo a presidência entre 2004 e 2006. Após o mestrado, realizou seu doutorado em Engenharia Elétrica pela USP, entre 1976 e 1981.

Seu último grande projeto de pesquisa foi coordenado entre 2006 e 2012, voltado para o Estudo de Viabilidade da Estrada de Rodagem do Estado de Minas Gerais. Edith Behring é uma figura central no desenvolvimento da computação no Brasil, contribuindo tanto no campo técnico quanto acadêmico, sendo pioneira em projetos que abriram caminho para a era digital no país.

O Patinho Feio

O Patinho Feio era uma máquina rudimentar, pesando 100 quilos, com cerca de um metro de altura e sem os dispositivos comuns hoje, como teclado ou tela. Programado em linguagem assembly pela própria equipe, ele processava e imprimia textos, marcando a entrada do Brasil na indústria da informática.

Detalhe do painel frontal do computador que pesava que pesava 100 quilos e tinha 4 kilobytes de memória

Reconhecimentos

Recebeu importantes reconhecimentos ao longo de sua trajetória. Em 2004, foi agraciada com o Prêmio de Melhor Trabalho na área de Ciências Exatas e da Terra, como orientadora no programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho de Ensino e Pesquisa (CEPE/PUC-SP). Também foi eleita a professora mais querida do departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da USP, sendo homenageada no livro comemorativo dos 120 anos da Poli, lançado em 2013.