Mary Winston Jackson

Por Maria Eduarda Gonçalves

Mary Winston Jackson nasceu em 9 de abril de 1921, em Hampton, Virgínia, Estados Unidos, e se tornou uma figura emblemática na história da exploração espacial americana. Formada em Matemática e Ciências Físicas pelo Hampton Institute em 1942, ela foi contratada pela NACA (National Advisory Committee for Aeronautics) em abril de 1951, dando início a uma carreira extraordinária que só terminaria com sua aposentadoria da NASA em 1985. 

Sua trajetória na NASA começou como “computadora” no West Area Computing do Laboratório Aeronáutico Memorial Langley, um grupo formado exclusivamente por mulheres afro-americanas responsáveis por realizar cálculos matemáticos essenciais para projetos aeronáuticos. Após dois anos de sua contratação, ela foi convidada a trabalhar no Túnel de Pressão Supersônica de 4×4, onde conduziu experimentos fundamentais sobre aerodinâmica, estudando o comportamento do ar ao redor de aeronaves em velocidades extremamente altas.

Em uma época marcada pela segregação racial, Mary demonstrou determinação extraordinária ao superar barreiras sociais e legais para avançar em sua carreira. Ela obteve permissão especial para frequentar aulas em uma escola de ensino superior exclusiva para brancos, conquistando sua certificação como engenheira. Em 1958, tornou-se a primeira engenheira negra da NASA, um marco histórico que abriu portas para inúmeras mulheres e profissionais negros na ciência e engenharia aeroespacial.

Principais contribuições

Suas contribuições técnicas foram significativas, especialmente em pesquisas sobre o comportamento da camada limite do ar ao redor de aviões em velocidades supersônicas. No entanto, ao perceber a falta de oportunidades para mulheres dentro da organização, Mary tomou uma decisão corajosa que refletia seu compromisso com a igualdade. Ela trocou sua bem-sucedida carreira de engenheira para atuar como Gerente do Programa Federal Feminino de Langley, dedicando-se a promover a contratação e ascensão de mulheres nas áreas de ciência e engenharia.

Reconhecimentos e legado

Ao longo de sua carreira, Mary Winston Jackson recebeu diversos reconhecimentos por suas contribuições. Em 1969, foi agraciada com o Apollo Group Achievement Award. Em 1976, foi nomeada Voluntária do Ano de Langley e recebeu o Lota Lambda Sorority Award for the Peninsula Outstanding Woman Scientist. Posteriormente, foi honrada com a Congressional Gold Medal. Além disso, tornou-se membro da National Technical Association, a mais antiga organização técnica afro-americana dos Estados Unidos, consolidando seu papel como pioneira e inspiração para futuras gerações de cientistas e engenheiros. Mary faleceu em 11 de fevereiro de 2005, deixando um legado inspirador para gerações futuras.